sábado, 19 de dezembro de 2009

Vento

Senti vontade de escrever hoje. Este ano pensei muito sobre o deserto, principalmente sobre o deserto em que me encontrava. Descobri que no Deserto não há atalhos, às vezes, miragens...


Você Vento

"Você é vento no meu deserto.
Vento forte e cortante,
Brisa leve e refrescante
Furação trazendo destruição
Ventania de que não quero a partida"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CUIDAR

Insônia? Não... Falta de sono...kkkkk
Minha cabeça não descansa, já orei, já assisti TV, já contei carneirinhos, resolvi vim para internet...
Algumas palavras bombardeiam meus pensamentos, entre elas CUIDADO.
Cuidado de cuidar, não de alerta. Meu ponto fraco, gosto de cuidar e acho que gosto de ser cuidada apesar de tentar demonstrar o contrário. Palavras mexem conosco, né?
Mais palavras são só palavras, muitas vezes não revelam verdade nenhuma, nem boas intenções, por vezes são conversa fiada, melhor acreditar nisso...
Cuidar de mim, eu preciso que cuidem de mim? Demais.... kkkkkkkkk

Amanhã vou escrever sobre uma música da Luiza Possi... bem bunitinha.

Vou pra rua caminhar (06:12) não consigo dormir...

Bom dia!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada Deus por mais um dia que se inicia....
Kelzinha

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

JÚLIA



















Desde o dia que soube de sua existência
Passei amar-te
Como pode amor assim?
Amar sem ver, sem tocar, sem ouvir
Nem te conheço e já te amo
Princesa, você é amada, muito amada
Parte minha, alegria sem fim
Chegue bem, estou (ESTAMOS) te esperando...

Tia Kel

sábado, 17 de outubro de 2009

Será que um olhar revela tudo?

O meu olhar não diz tudo
Só diz a metade do que sinto e do que sou...
Descobri que sou intensa, contida e confusa, sou bem mais do que meu olhar revela
Se ele revela tristeza
É só a metade dela
Se ele revela timidez
É só a metade dela
Se ele revela medo
É só a metade dele
Se ele revela desejo
É só a metade dele
Se ele revela sinceridade
Revela só a metade de mim...
Kel

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O AMOR NO COLO - FABRICIO CARPINEJAR

A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda.

Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo.

Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida.

Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços.

Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, agüentar o desgosto da falta do beijo.

Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia.

Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?" Haverá a indignação como última esperança. Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar. Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela. Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar. Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros. Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas. Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali.

Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto. Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo. Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto. O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante. Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Deserto

A impressão que tenho é de estar atravessando um deserto. E o deserto está dentro de mim, não fora. Fora a paisagem é bonita, verde, úmida, feliz. Dentro secura, aridez, tristeza.

Acho que entendo Lenine na frase "medo de morrer na praia depois de beber o mar", como morrer na praia depois de ter bebido o mar? Afogamento? Não... Incerteza, insegurança, medo...

Tenho medo de não sair do deserto, mas também de atravessá-lo e descobrir que o oásis é pouco interessante...rsrsrs. Tenho medo de me acostumar, morro de medo de me acostumar...

Mario Sérgio Cortela escreve que "o animal satisfeito dorme", "que homem satisfeito acomoda-se a situação do momento", que horror!!!!

Tenho medo de acomodar na tristeza, na satisfação momentânea, na preguiça, no medo do enfrentamento. Sinto que já estou tomada por uma certa acomodação, mas isso me angustia ou melhor "ainda" me angustia.

Estou no deserto e está sendo duro demais a travessia. Já pensei ter percorrido alguns atalhos para atravessá-lo e sinto que fiquei mais cansada, com mais sede, menos confiante e não cheguei a lugar algum. Aprendi que em se tratando de desertos os "atalhos" não servem, eles só alongam o trajeto e a sensação de continuar no meio do caminho é no minimo desesperadora.


1ª lição aprendida: não existe atalho no meio do deserto...

Kel...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Alguns pensamentos

Desde março sem escrever por aqui... muito trabalho, na realidade estava imersa no meu maior refúgio. Quando estou trabalhando parece que esqueço de tudo que é pessoal. Basta um simples intervalo e a realidade volta com tudo.
Fiz um acordo comigo, vou tentar relocar meu tempo, dividir melhor meus horários e fazer coisas que me alegre, distraia, dê prazer... não estou conseguindo, no simples piscar de olhos estou enfiada no trabalho ou pensando sozinha na vida.
Onde será que me perdi? Tá dificil me encontrar... o que sobra desta confusão na minha vida são cobranças... cobrança comigo, cobrança com relação aos outros... cobrança, cobrança, cobrança... cobro tempo, cobro atençao, cobro carinho, amor, respeito... e sou cobrada também... queria ao menos uma vez receber sem ter que dá... TEMPO, ATENÇÃO, CARINHO, AMOR, RESPEITO, quem será que tem para dar????
Em Busca do Porrão
O Rappa
Composição: O Rappa

A busca do porrão não é de paz ou de abraço
De grade, de foice amarelada, não é de cagaço,
Não tem cor, não tem caô
Nem promessa, nem fita, nem missa
A busca do porrão não é missão
É uma sina
A busca do porrão não faz barulho
E não cobra dívida

A busca do porrão é intenção
Abraço consternado do pai
No filho pródigo perdoado e a presente felicidade
Que não começa e nem termina no espaço da paz
A fruição do som, do espaço vazio
O amor que não dá pitaco, que não dá pio
A busca do porrão não tem fim,
Não tem fim nem finalidade
Onde é necessária não tem, não tem cidade

A busca do porrão é a beleza,
Nunca perdida da cidade,
Pra além do silêncio do gozo da mulher
Difícil da cidade
Do patrão encaixe neura do torturado
Pralém do trem, do ônibus, do pé inchado
Do patrão encaixe-neura do torturado
Folheado, café-milho misturado
A busca do porrão vai além, além do macacão,
Abraço evangélico, evangélico no tição
Onde ninguém se perde nos dramáticos sete
Não tem traíra, não tem canivete
Sem traíra, sem canivete, sem traíra e canivete
O legal encontra o razoável,
Encaixe do neura, do torturado
O legal encontra o razoável,
Folheado, café-milho misturado
Além do papo mudo repetido
Além da compreensão,
Além do cabelo reco sem discriminação
O porrão não se respira,
Não se vende, não se aplica
O porrão não se respira,
O porrão é pura pica
A busca do porrão não tem fim e não faz barulho

http://www.youtube.com/watch?v=J9JYLRfsS8k&feature=PlayList&p=028C87B9874E8E5A&playnext=1&playnext_from=PL&index=1

Esta música do Rappa, fala comigo de uma forma extraordinária, acho ela incrivel, pelo título parece ser pornográfica (Em busca do Porrão) kkkkk, o que quer dizer isso, senão Em busca do prazer, dos sonhos, da realização, da felicidade... é uma letra linda... "A busca do porrão não tem fim, nem finalidade... é o amor que não dá pitaco, nem dá pio... A busca do porrão não tem fim e não faz barulho..."
Cara, que lindo isso, a busca dos sonhos, da felicidade não tem fim e finalidade, não faz barulho, Tem noçao???? Louca esta música...
Hoje pensando em trabalho, sonho, felicidade... lembrei da música do Rappa e de um trecho do filme romântico mais lindo que assisti (exagero, gostei do filme Romance - Nacional), no filme um personagem pergunta para protagonista:
- Porque está trabalhando tanto, Lizzie?
- Porque quero comprar um carro?
- Para onde você vai?
- Bem, eu não tenho um destino especifico em mente, mas... vou continuar em frente até não sobrar mais lugar nenhum...
Será que ela estava em Busca do Porrão? Sim, a busca de Lizzie é muito parecida com a busca de milhares de pessoas. Lizzie buscava se encontrar e.... eu assisti o filme, quem quiser saber mais assista...
Veja um trecho: