quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"PROCURANDO A VACINA DO ESQUECIMENTO

Hoje lembrei da frase que um amigo colocou em seu orkut "Procurando a vacina do esquecimento"... achei original, porém imaginei a dor que o motivava a buscar por uma vacina. A dor devia ser insuportável. Elogiei a frase na época, meses depois este amigo, encontrou a vacina, tomou e hoje com alegria diz "Já esqueci!!!!! kkkkk". Fico feliz por ele.
Nossas dores em alguns momentos são tão intensas que a vontade de apagar as lembranças ruins superam a alegria das lembranças das experiencias boas que tivemos.
Infelizmente, não dá para apagar só os momentos ruins, na realidade não dá para apagar nada. Só uma doença de verdade pode levar ao esquecimento total ou parcial... eu não quero isso...
Lembrei da frase do meu amigo, pois gostaria de apagar você da minha historia. No entanto, te apagar implicaria apagar um pouco do que aprendi.
Quem sou hoje, minha historia, minhas experiencias boas e ruins tem um pouco de você. Mesmo assim vou plagiar a frase: "Procurando a vacina do esquecimento"... e vou me esforçar na procura.
Coincidências a parte, hoje em uma crônica do Fabricio Carpinejar ele terminou o texto assim:
"O esquecimento não é para qualquer um. Tem que merecê-lo."
Acho que ele diz tudo nesta frase...
Caso eu nao encontre uma vacina para esquece-lo, talvez acabe encontrando um REMÉDIO...rsrsrs
Obs: Vacinas imunizam/ remédios - curam ou amenizam as dores
Kel

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

MEDO DE SE APAIXONAR - Fabrício Carpinejar

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois."

Guimarães Rosa

sábado, 19 de dezembro de 2009

Vento

Senti vontade de escrever hoje. Este ano pensei muito sobre o deserto, principalmente sobre o deserto em que me encontrava. Descobri que no Deserto não há atalhos, às vezes, miragens...


Você Vento

"Você é vento no meu deserto.
Vento forte e cortante,
Brisa leve e refrescante
Furação trazendo destruição
Ventania de que não quero a partida"

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CUIDAR

Insônia? Não... Falta de sono...kkkkk
Minha cabeça não descansa, já orei, já assisti TV, já contei carneirinhos, resolvi vim para internet...
Algumas palavras bombardeiam meus pensamentos, entre elas CUIDADO.
Cuidado de cuidar, não de alerta. Meu ponto fraco, gosto de cuidar e acho que gosto de ser cuidada apesar de tentar demonstrar o contrário. Palavras mexem conosco, né?
Mais palavras são só palavras, muitas vezes não revelam verdade nenhuma, nem boas intenções, por vezes são conversa fiada, melhor acreditar nisso...
Cuidar de mim, eu preciso que cuidem de mim? Demais.... kkkkkkkkk

Amanhã vou escrever sobre uma música da Luiza Possi... bem bunitinha.

Vou pra rua caminhar (06:12) não consigo dormir...

Bom dia!!!!!!!!!!!!!!! Obrigada Deus por mais um dia que se inicia....
Kelzinha

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

JÚLIA



















Desde o dia que soube de sua existência
Passei amar-te
Como pode amor assim?
Amar sem ver, sem tocar, sem ouvir
Nem te conheço e já te amo
Princesa, você é amada, muito amada
Parte minha, alegria sem fim
Chegue bem, estou (ESTAMOS) te esperando...

Tia Kel

sábado, 17 de outubro de 2009

Será que um olhar revela tudo?

O meu olhar não diz tudo
Só diz a metade do que sinto e do que sou...
Descobri que sou intensa, contida e confusa, sou bem mais do que meu olhar revela
Se ele revela tristeza
É só a metade dela
Se ele revela timidez
É só a metade dela
Se ele revela medo
É só a metade dele
Se ele revela desejo
É só a metade dele
Se ele revela sinceridade
Revela só a metade de mim...
Kel